Blog

CLASSIC LIST

sedacao-oxido-nitroso-1024x678.jpg

Trabalhamos com Sedação endovenosa supervisionada por anestesista e em ambiente hospitalar.

A anestesia é um das principais causas do medo de dentista. A sedação com Óxido Nitroso foi a solução para os que tem pânico de agulha.

Óxido Nitroso

Óxido nitroso é um gás com efeitos sedativos utilizado há mais de 100 anos em consultórios odontológicos nos Estados Unidos. É muito indicado para pacientes com medo de dentista, pois tem um efeito redutor de ansiedade.

A Sedação Consciente com Óxido Nitroso e Oxigênio , é uma técnica de sedação leve, muito segura , e tem seu controle de volume administrado, e permite que o paciente se restabeleça em suas condições de consciência normal imediatamente após a finalização da administração.

Confira a apresentação do gás óxido nitroso no Programa do Jô Soares:

Sedação endovenosa

Esse tipo de sedação propicia a sensação de conforto para o paciente e melhor condição para o dentista realizar os procedimentos. Deve sempre ser realizada por um médico anestesiologista.


toxina-botulinica-labios.jpg

Conhecida na área médica desde a década de 60, a toxina botulínica é um veneno produzido pela bactéria Clostridium botulinium, sendo o tipo A (Allergan Inc., USA) o de uso mais conhecido. Sua atuação vem ganhando diversos campos nas mais variadas áreas de saúde, que vão além da estética. E como não poderia deixar de ser, seu espaço na Odontologia está cada vez mais consolidado. Seu mecanismo é seguro e tem poucas contra indicações. Age bloqueando a liberação de um químico chamado acetilcolina, neurotransmissor que transporta mensagens entre o cérebro e as fibras musculares.

Dores de Cabeça

Sem ordem para se movimentar, o tecido relaxa, aliviando a tensão dos músculos na região da aplicação, assim, as dores vão embora pelo tempo que perdurar o efeito (em torno de 4 a 6 meses), há um restabelecimento gradual da transmissão neuromuscular e um retorno da função muscular normal. No consultório odontológico, a aplicação mais comum é no tratamento do bruxismo, disfunção que afeta cerca de 30% dos brasileiros e se caracteriza pelo ranger de dentes durante o sono. “Ao aplicar a toxina no masseter, um dos músculos da face, a tensão diminui. Assim, o tecido não tem força suficiente para promover o atrito entre os dentes, capaz de causar desgaste”, explica Sidmarcio Ziroldo, que é professor da Universidade Cruzeiro do Sul, em Curitiba, no Paraná, e um dos pioneiros em pesquisa da toxina.

Sua utilização terapêutica iniciou-se na década de 70 até ser introduzida como um agente terapêutico para o tratamento do estrabismo. E, desde então, pesquisas sobre sua utilização são as mais diversas. A utilização dessa toxina tem sua aprovação ANVISA no Brasil desde 2000.

Toxina Botulínica

toxina botulinica

Sorriso gengival resolvido sem cirurgias, apenas 1 aplicação da Toxina Botulínica.

Toxina Botulínica em Balneário Camboriú

Agende agora mesmo uma avaliação para o tratamento de toxina botulínica. Atendemos clientes de todo o Brasil em Balneário Camboriú – Santa Catarina. Clique aqui ou ligue para +55 47 3367-4822.

Referências


condicoes-sistemicas-na-doenca-periodontal.jpg

Medicina Periodontal – É um termo amplo que focaliza a riqueza de novos dados que estabelecem uma forte relação entre a saúde periodontal ou moléstia e a saúde sistêmica ou moléstia.

Offenbacher, 1996

Índice

  1. Diabetes mellitus.
  2. Hormônios sexuais.
    • Gravidez
    • Uso de anticoncepcionais
    • Menopausa
    • Ciclo menstrual
    • Puberdade
  3. Parto prematuro.
  4. Aids – síndrome da imunodeficiência adquirida.
  5. Fumo.
  6. Fatores psicossomaticos.
  7. Uso de medicamentos.
  8. Herpes.
  9. Relação entre as doenças respiratórias e a doença periodontal.
  10. Apnéia do sono.
  11. Influência da doença periodontal sobre doenças cardiovasculares.

Saúde Bucal

1. Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus é uma desordem endócrina comum, normalmente dividida em:

  1. Tipo 1 ou insulino-dependente (destruição das células do pâncreas, produtoras de insulina); e
  2. Tipo 2 ou não-insulino-dependente (resistência celular à insulina, associada à deficiência de secreção da mesma).

Portanto, a principal diferença entre eles é a necessidade ou não de insulina exógena.

Pacientes diabéticos são mais propensos a complicações de cicatrização, como no caso de implantes, tratamento periodontal, extrações entre outras doenças.

Além disso, foi observado perda de inserção significativa entre diabéticos, e que a severidade da doença periodontal está relacionada ao controle metabólico precário, com maior risco de perda óssea. Estes fatores, entre outros, têm sido associados à severidade das alterações periodontais observadas em diabéticos, incluindo modificação dos micro-organismos subgengivais; alteração no metabolismo do colágeno; e prejuízo funcional dos neutrófilos. Em outras palavras, menor resistência à infecção, maior patogenicidade dos micro-organismos e menor capacidade reparativa, o que justificaria a maior severidade da doença nessas pessoas.

As alterações orgânicas devido ao diabetes levam a um aumento da permeabilidade vascular e também uma maior secreção de fatores de adesão celular, o que se traduz por maior sangramento em diabéticos.

Nos macrófagos, ocorreria estímulo da secreção de citocinas inflamatórias que estão relacionadas à ativação de osteoclastos que promovem a destruição óssea, e outras enzimas que podem colaborar na destruição tecidual observada na doença periodontal.

Estudos comprovam que o tratamento periodontal em diabéticos controlados tem o mesmo resultado que o tratamento em pacientes não-diabéticos.

Pesquisas têm demonstrado que a associação do tratamento periodontal com antimicrobianos sistêmicos resulta em melhora significativa no controle metabólico destes pacientes, porém, há um retorno as condições iniciais logo cesse o efeito desses medicamentos. Isto conclui que somente o tratamento periodontal mecânico não melhora as condições sistêmicas do diabético.

Ainda que os resultados das pesquisas sejam limitados quanto à duração do efeito benéfico do tratamento periodontal associado ao antimicrobiano, sabe-se que a doença periodontal está associada à presença de micro-organismos complexos, incluindo os anaeróbicos; e que a infecção periodontal tem potencial para reduzir a absorção da glicose mediada pela insulina, induzindo, de maneira não esclarecida, resistência à ação da insulina em todo o organismo.

No paciente portador de doença periodontal moderada à severa, atos simples do cotidiano como mastigação e a própria escovação dental podem levar a bacteremias transitórias importantes, menos pela intensidade ou quantidade de micro-organismos lançados na circulação e mais pela freqüência com que ocorrem, por se tratar de eventos cotidianos do paciente. Além da bacteremia, a presença desta “carga” microbiana na bolsa periodontal e a passagem de suas toxinas para os tecidos e corrente sangüínea podem resultar em sensibilização do sistema imunológico com elevação considerável dos níveis de citocinas inflamatórias, que podem induzir resistência à insulina prejudicando o controle metabólico, aumentando o risco de desenvolvimento de complicações do diabetes e de outras patologias. Sendo assim, o controle da infecção periodontal nesses pacientes, de acordo com as evidências, parece bastante recomendável, possivelmente por meio da associação de tratamento mecânico local a antibioticoterapia sistêmica.

diabetes-doenca-gengival

Confira este vídeo que gravei sobre o assunto:

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 32-36, 1999.

Periodontia 2000, no. 3: vol.33 Implantes Orais em pacientes Comprometidos / Daniel Van Steenberghe – São Paulo: Editora Santos – pág 166-167, 2004.Editor chefe: Jorgen Slots, Los Angeles, CA, EUAEquipe editorial: Robert J. Genco, Buffalo, NY, EUA. Jan Lindhe, Gotherburg, SuéciaRoy C. Page, Seattle, WA, EUA

2. Hormônios Sexuais

As alterações dos hormônios sexuais estão ligadas principalmente à mulher, pois estrógeno e progesterona, predominantes no organismo feminino parecem exercer efeitos marcantes e potencialmente prejudiciais sobre o metabolismo tecidual. Também porque a mulher passa por situações fisiológicas únicas, como menstruação, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais via oral e menopausa; enquanto que a testosterona, predominante no organismo masculino, parece não exercer o mesmo efeito. Desta forma os homens compartilham com as mulheres um único período de alteração hormonal – a puberdade.

Gravidez

Muitas pesquisas têm sido feitas sobre a associação entre gengivite e gravidez e está bem provado que a severidade da inflamação gengival é maior durante a gravidez do que no período pós-parto.

Os efeitos começam no 2º. mês de gravidez quando os níveis plasmáticos dos hormônios começam a se modificar e a severidade da inflamação culmina no 8º. mês quando os níveis hormonais atingem o máximo.

Além da influência sobre a resposta tecidual, há uma depressão da resposta imune durante a gravidez, o que pode contribuir na alteração da resposta à placa bacteriana.

 

É importante ressaltar que a gravidez por si só não provoca a gengivite, pois a placa é o fator primordial. A gravidez apenas acentua a resposta a esta placa e modifica o quadro clínico. Inclusive, não são notadas alterações em grávidas com excelente nível de higiene bucal.

Um dos sinais comuns em grávidas é o aparecimento de tumor chamado granuloma gravídico. Aparece na região entre os dentes, de tamanho geralmente grande, com eritema intenso, tendência ao sangramento e semelhante à amora. O tratamento é: remoção de fatores locais como placa, cálculo e controle da placa. Ele tende a regredir após o parto, mas se causa preocupação e estresse na paciente, deve ser removido cirurgicamente, em qualquer período da gravidez. Porém, a paciente deve ser alertada de uma possível recidiva.

A gravidez por si só não contra-indica o tratamento odontológico. O que se leva em conta é o seu estágio e a extensão do procedimento a ser executado.

No 1º. trimestre, o feto está se formando e é muito sensível, havendo um risco considerável de aborto; o 2º. trimestre é um período mais tranqüilo; e o 3º. trimestre volta a ser um período crítico por apresentar perigo do parto prematuro.

Embora ainda controversa, é boa conduta não utilizar anestésicos com vasoconstritor, devido ao risco de contração uterina. Também evitar radiografias – somente quando realmente necessárias. O contato com o médico da paciente antes da prescrição ou administração de qualquer droga é recomendável.

Uso de Anticoncepcionais

O uso de hormônios esteróides como meio anticoncepcional baseia-se na simulação de um estado de gravidez, portanto as alterações são semelhantes às observadas nesse estado.

O uso prolongado desses anticoncepcionais parece estar associado a maior destruição tecidual, o que sugere exercer efeitos cumulativos sobre a resistência da paciente.

Como visto, o uso de anticoncepcionais por si só não provoca a inflamação gengival; é necessário estar associado à placa bacteriana.

Menopausa

Nesta fase, há uma redução de hormônios esteróides, ou após histerectomia ou ovariectomia, o que está associado a “secura” e/ou queimação na cavidade bucal; extrema sensibilidade a alterações térmicas; dificuldade em se adaptar com próteses; depressão; nervosismo; alterações no paladar. O tecido gengival e bucal pode se apresentar com aspecto seco e brilhante, coloração variando da palidez ao vermelho intenso.

A gengivite descamativa da menopausa é uma condição que pode aparecer nesta fase da vida, apesar de não ser tão corriqueira como sugere a denominação. Caracteriza-se pelo eritema e descamação da gengiva, o que provoca muita dor.

Recentemente, avaliou-se um relacionamento da doença periodontal em pacientes na menopausa com osteopenia, encontrando maior perda de inserção clínica e maior redução da densidade do osso alveolar, mas isso precisa ser mais investigado.

Ciclo Menstrual

É comum clinicamente, observar e ouvir das próprias pacientes que, durante o período menstrual, houve uma exacerbação da gengivite, com maior tendência ao sangramento, estas alterações são atribuídas às flutuações dos níveis hormonais, que podem também levar a alterações importantes da microbiota subgengival, semelhante às verificadas na gravidez e uso de anticoncepcionais.

Puberdade

A puberdade geralmente é acompanhada por gengivite com grande intensidade, e resulta na exacerbação da resposta aos fatores etiológicos locais, com eritema intenso, edema pronunciado com tendência a hiperplasia. Isto se dá devido ao desequilíbrio hormonal. Porém, não podem ser esquecidas as alterações comportamentais associadas a este período, as quais refletem ao mau controle da placa, levando ao maior acúmulo de fatores etiológicos locais.

O tratamento periodontal convencional é eficaz, porém é necessário considerar que modificações comportamentais típicas desta fase dificultam a motivação ao controle da placa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 36-39, 1999.

3. Parto Prematuro

Ainda que a taxa de mortalidade infantil decorrente de parto prematuro venha reduzindo consideravelmente devido a avanços da medicina neonatal, o parto prematuro de bebê com baixo peso é uma das principais causas de mortalidade infantil em recém nascidos, constituindo um grande problema de saúde pública e também por resultar em deficiências físicas com cegueira, problemas neurológicos e alterações respiratórias.

Pesquisa realizada em mulheres grávidas comprovaram que as portadoras de doença periodontal tinham 7.5 vezes mais chances de ter um parto prematuro, perdendo para o consumo de álcool e fumo.

Os micro-organismos bucais associados à doença periodontal, como na vaginose, predominam a flora anaeróbica Gram-negativa, caracterizada pela produção de grande variedade de enzimas, toxinas e produtos do metabolismo, além de endotoxinas que tem a propriedade de induzir a secreção de substâncias, que, em grande quantidade, ganham a corrente circulatória e alcançar o líquido amniótico, reduzindo o peso do feto.

Existe uma necessidade de estudos para estabelecer com rigor esta associação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 53-55, 1999.

4. AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Esta síndrome constitui um dos maiores desafios à ciência médica nos últimos anos, devido à dificuldade no controle das principais vias de contágio. Além disso, a impressionante mutabilidade genética do vírus dificulta o desenvolvimento de uma droga eficaz.

A cavidade bucal representa um dos principais meios de comunicação do meio interno e externo, sendo colonizada por mais de 500 diferentes espécies de micro-organismos. Na presença de um imuno-comprometimento severo, muitas destas bactérias tem seu potencial patogênico ampliado, e assim, foram descritas várias manifestações bucais da AIDS, as quais são consideradas, inclusive, como indicadoras do prognóstico geral destes pacientes a médio e em longo prazo.

A associação entre a manifestação clínica da infecção pelo HIV e alterações periodontais inicialmente foi relatada como formas não usuais da doença periodontal, recebendo denominações específicas como eritema gengival linear, gengivite ulcerativa necrosante (GUN) e periodontite ulcerativa necrosante (PUN).

Recentemente, relatou-se que os indivíduos HIV+ estariam sujeitos a maior velocidade da progressão da doença periodontal. Estas evidências levaram a considerar a infecção pelo HIV como um fator de risco para a progressão da Doença periodontal. O HIV está associado a uma microbiota específica como a cândida Albicans tanto na mucosa bucal como na placa subgengival e outros microorganismos que estão relacionados à resposta e inflamatória e imune, decorrentes desta síndrome. Também foi observada uma redução na quimiotaxia e na atividade bactecida dos neutrófilos nestes pacientes. À parte destas alterações, foi relatado um aumento de anticorpos IgG no soro de indivíduos HIV+, o que contribui para o dano tecidual indiretamente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 39-40, 1999.

5. Fumo

O hábito de fumar é talvez o mais importante fator de risco para diversas formas de doença periodontal, inclusive a gengivite ulcerativa necrosante (GUN), periodontite de adulto, formas de periodontite precoce e periodontite refratária.

Efetivamente, os fumantes apresentam, em média, maior quantidade de placa, o que parece ser resultado de hábitos pessoais de higiene deficiente, uma vez que a velocidade do acúmulo de placa bacteriana, bem como a composição desta não parece diferir entre fumantes e não fumantes.

 

Ainda que a maneira pela qual o fumo modifica a resposta do hospedeiro à ação da placa bacteriana não tenha sido esclarecida, o potencial tóxico do fumo é muito grande, se considerarmos que mais de 4000 diferentes toxinas já foram isoladas da fumaça do cigarro, incluindo venenos, como o monóxido de carbono; toxinas como os radicais oxigenados; substâncias carcinogênicas, como as nitrosaminas e outras substâncias psicoativas indutoras do vício, com a nicotina.

O sistema imunológico de fumantes tem alterações significativas, o que explica a prevalência e a severidade da DP. A maioria das pesquisas demonstra depressão da quimiotaxia dos neutrófilos e aumento da atividade fagocitária de neutrófilos provenientes do sangue periférico e saliva, tanto em fumantes ativos como passivos, o que se traduz em destruição tecidual. Ainda vale considerar o estímulo excessivo da ação direta de produtos oxigenados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 40-42, 1999.

6. Fatores Psicossomáticos

A associação com gengivite ulcerativa necrosante (GUN) a estes fatores é conhecida desde a 2ª guerra, quando foi denominada “boca de trincheira” por ser prevalente em combatentes sujeitos a condições precárias de nutrição e higiene.

Diversas situações de estresse, como: dificuldades financeiras, queda da resistência orgânica, dificuldade em lidar com problemas do cotidiano, parecem facilitar o aparecimento da doença periodontal, especialmente a GUN, quando associada à placa bacteriana. Assim, o desequilíbrio provocado por um evento estressante de alto impacto sobre o indivíduo ou a somatória de uma série de eventos estressantes sucessivos, podem agir como um “gatilho” desencadeador ou favorecedor da destruição periodontal.

A interação entre sistema nervoso e imunológico por meio de mediadores endócrinos lança adrenalina e epinefrina como defesa, frente a uma situação estressante. Estas substâncias provocam uma destruição periodontal indireta, pois podem modificar a placa bacteriana e favorecer a instalação de micro-organismos mais patogênicos, como acontece quando há desequilíbrio hormonal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 42-44, 1999.

7. Uso de Medicamentos

Existe uma gama de medicamento muito grande que podem constituir fator de risco tanto para a doença periodontal como para a cárie.

Os mais estudados são os medicamentos que levam ao aumento gengival como aqueles que tem como base a fenitoína; a ciclosporina e a nifedipina. Os possíveis mecanismos desses medicamentos não são esclarecidos. Algumas pesquisas demonstram que a dosagem e a concentração plasmática da droga pode estar ligada ao aumento gengival, na ausência de inflamação. Também parece não existir correlação entre quantidade de placa e intensidade da inflamação e a ocorrência e severidade do aumento gengival, o que significa que um programa meticuloso da placa e profilaxias profissionais regulares pode prevenir a inflamação e o edema associado a esta, mas não pode reduzir ou evitar o aumento gengival induzido por estes medicamentos. Assim, a sensibilidade de cada paciente a droga determina a ocorrência do aumento gengival.

 

Quando o aumento gengival constitui um problema estético e/ou funcional para o paciente, dificultando higienização e adaptação de próteses, é necessário a remoção cirúrgica desse “excesso” de gengiva. É de boa norma avisar o paciente que as recidivas são comuns.

Estes medicamentos provocam uma alteração dos micro-organismos – diminuição do pH o que também causam cáries e erosões do esmalte dentário.

A diminuição do fluxo salivar induz a um maior acúmulo de placa devido à dificuldade de higienização leva a maior severidade da doença periodontal, candidíase, dificuldade de adaptação a próteses, cáries recidivas e radiculares.

Caso a dosagem ou o tipo de medicamento não possa ser alterado, trata-se com controle da placa e dieta, uso de fluoretos, profilaxias profissionais regulares, substitutos salivares tópicos como: vernizes, goma de mascar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 44-46, 1999.

8. Herpes

Algumas pessoas têm, uma vez por ano geralmente, ardor seguido de coceira, depois aparecem vesículas que estouram, virando uma ferida nos lábios. Isto ocorre devido a um vírus chamado de herpex simplex, presente em quase 100% da população, apesar de não se manifestar em todos.

As causas para o seu aparecimento são o estresse emocional ou físico e baixa de resistência orgânica. Também pode ocorrer devido à exposição ao sol.

Existem vários tipos de vírus, um ataca os lábios; outro tipo, os genitais; e um terceiro tipo, as costas.

O vírus entra normalmente pela boca, caminha pelo sistema nervoso e se aloja num gânglio. De tempos em tempos, ele refaz o trajeto para se multiplica – daí a lesão.

Há duas maneiras de trata-lo: uma é esperar a lesão desaparecer espontaneamente ou trata-lo com medicamentos específicos, mas estes não chegam até onde o vírus se aloja. Em outras palavras, o herpes não tem cura.

Se, na fase inicial do ardor e coceira, for feito um tratamento com pomadas apropriadas ou mesmo a colocação de gelo sobre o local, consegue-se o bloqueio da lesão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boraks, S.; Eduardo, C.P.; Yamada,S. website, 30/07/02.

9. Relação entre as doenças respiratórias e a doença periodontal?

Existe uma inter-relação entre várias doenças sistêmicas como osteoporose, diabetes, cardiopatias, AVC (derrame), abortos, parto pré-maturo e baixo peso ao nascimento do bebê. A doença periodontal é também apontada como fator de risco para algumas doenças respiratórias, como a rinite, a sinusite e a pneumonia.

Existe uma relação entre doença periodontal e pacientes portadores de problemas respiratórios. As bactérias oriundas da infecção periodontal, pela proximidade, podem alcançar a circulação sanguínea e contaminar a mucosa nasal causando a rinite e a sinusite.

A aspiração dessas bactérias pode, ainda, exacerbar a pneumonia, fibrose cística, enfisema pulmonar, embolismo ou empiemas (abcessos) pulmonares. Desta forma, a doença periodontal é fator de risco e deve ser tratada e controlada pelo dentista.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Suplemento da Sociedade Brasileira de Periodontia SOBRAPE, coordenação: professores Dr. Irineu Gregnanin Pedro e Dr. Nelson Thomaz Lascala.

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 52-53, 1999.

10. Apnéia do sono

Na apnéia obstrutiva do sono (interrupção da respiração durante o sono), há uma obstrução da musculatura da oro e nasofaringe e pode ser considerada como um fator de risco às doenças periodontais e do trato respiratório superior.

 

A inspiração de ar contínua pela boca causa à desidratação da mucosa bucal, do nariz, da garganta, provocando feridas que, posteriormente, poderão ser infectadas pelas bactérias presentes nas mucosas de revestimento, causando estomatites, rinite, gengivite e periodontite. Algo semelhante ocorre com o uso prolongado de descongestionantes nasais ou bucais.

11. A influência da doença periodontal sobre as doenças cardiovasculares

Pesquisas recentes mostram uma relação entre as doenças periodontais e várias doenças sistêmicas, como: doenças respiratórias, osteoporose e doenças cardíacas. Segundo a literatura, pessoas portadoras de doenças cardiovasculares são duas vezes mais susceptíveis a complicações em suas condições na presença da doença periodontal.

Mas, por que isso pode acontecer?

Portadores de prolapso da válvula mitral, sopro cardíaco e febre reumática podem necessitar de antibioticoterapia profilática antes dos procedimentos periodontais, pois as bactérias provenientes das infecções periodontais podem chegar ao tecido cardíaco através da corrente sanguínea e se alojar na válvula mitral, causando a endocardite bacteriana.

A endocardite é uma infecção gravíssima, que pode provocar lesões, com risco de comprometimento das funções vitais do coração, que, por sua vez, pode liberar “êmbolos” na corrente circulatória, provocando derrames, sendo uma das causas mais freqüentes de mortalidade e morbilidade.

Segundo cardiologistas, grande porcentagem dos casos das endocardites tem origem em problemas bucais e poderiam ser evitados com tratamento da doença pré-estabelecida, controles freqüentes e cuidados caseiros adequados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Gebara, O. C. E. Jornal da APCD, outubro, 2000.Suplemento da Sociedade Brasileira de Periodontia SOBRAPE, coordenação: Professores Dr. Valdir Ferreira Gonçalves e Dr.Nelson Thomaz Lascala.

Periodontia 2000, no. 3: vol.33 Implantes Orais em pacientes Comprometidos / Daniel Van Steenberghe – São Paulo: Editora Santos – pág 168, 2004.Editor chefe: Jorgen Slots, Los Angeles, CA, EUA.Equipe editorial: Robert J. Genco, Buffalo, NY, EUA. Jan Lindhe, Gotherburg, Suécia.Roy C. Page, Seattle, WA, EUA

Atualização em periodontia e implantodontia / Urbino Da Rocha Tunes [coordenador]. – São Paulo: Artes -Pág. 52, 1999.


saude-bucal-idosos.jpg

Como posso manter uma boa saúde bucal na terceira idade?

Se você cuidar bem dos seus dentes e fizer consultas periódicas com seu dentista, os seus dentes podem durar a vida inteira. Independentemente da idade, você pode ter dentes e gengivas saudáveis se escovar pelo menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, se usar fio dental pelo menos uma vez ao dia e se for regularmente ao dentista para exames completos e limpeza.

Que informações sobre a saúde bucal um indivíduo da terceira idade deve ter?

Até mesmo quem escova e usa fio dental regularmente, pode ter alguns problemas específicos. Muitas pessoas na terceira idade usam dentaduras, tomam remédios e têm problemas de saúde geral. Felizmente, seu dentista pode ajudar você a encarar estes desafios com êxito quase que garantido.

As cáries e os problemas com a raiz dos dentes são mais comuns em pessoas da terceira idade. Por isso, é importante escovar com um creme dental que contenha flúor, usar fio dental todos os dias e não deixar de ir ao dentista.

A sensibilidade pode se agravar com a idade. Com o passar do tempo é normal haver retração gengival que expõe áreas do dente que não estão protegidas pelo esmalte dental. Estas áreas podem ser particularmente doloridas quando atingidas por alimentos e bebidas quentes ou frias. Nos casos mais severos, pode ocorrer sensibilidade com relação ao ar frio e a alimentos e líquidos doces ou amargos. Se seus dentes estiverem muito sensíveis, tente usar um creme dental apropriado. Se o problema persistir, consulte o dentista já que esta sensibilidade pode indicar a existência de um problema mais sério, como, por exemplo, cárie ou dente fraturado.

As pessoas mais velhas se queixam de boca seca com freqüência. Este problema pode ser causado por medicamentos ou por distúrbios da saúde. Se não tratado, pode prejudicar seus dentes. Seu dentista pode recomendar vários métodos para manter sua boca mais úmida, como tratamentos ou remédios adequados para evitar a boca seca.

Enfermidades preexistentes (diabetes, problemas cardíacos, câncer) podem afetar a saúde da sua boca. Converse com seu dentista sobre quaisquer problemas de saúde existente para que ele possa ter uma visão completa da situação e para que possa ajudar você de forma mais específica.

As dentaduras tornam mais fácil a vida de muitas pessoas da terceira idade, mas exigem cuidados especiais. Siga rigorosamente as instruções do seu dentista e, caso ocorra qualquer problema, marque uma consulta. Os portadores de dentaduras definitivas devem fazer um exame bucal geral pelo menos uma vez por ano.

A gengivite é um problema que afeta pessoas de todas as idades e que pode se tornar muito sério, especialmente em pessoas de mais de 40 anos. Vários fatores podem agravar a gengivite, inclusive:

  1. Higiene bucal inadequada
  2. Doenças sistêmicas, como a diabete, enfermidades cardíacas e câncer
  3. Fatores ambientais, tais como o estresse e o fumo
  4. Certos medicamentos que podem influenciar os problemas gengivais
  5. Má alimentação

Como as doenças gengivais são reversíveis em seus primeiros estágios, é importante diagnosticá-las o mais cedo possível. As consultas periódicas garantem o seu diagnóstico e o seu tratamento precoce. É importante saber que a boa higiene bucal evita o aparecimento de enfermidades gengivais.

As coroas e pontes são usadas para reforçar dentes danificados ou substituir dentes extraídos. Uma coroa é usada para recobrir um dente que sofreu perda de substância. Ela fortalece a estrutura do dente e melhora a sua aparência, sua forma ou seu alinhamento. As pontes ou próteses fixas são usadas para substituir um ou mais dentes faltantes e são fixadas nos dentes naturais ou nos implantes situados ao lado do espaço deixado pelo dente extraído.

Fonte: www.colgate.com.br

Reabilitação Oral para Idosos

Confira um caso clínico de reabilitação oral apresentado pelo Dr. José Luiz:

Tratamentos Relacionados

Reabilitação Oral para Idosos em Balneário Camboriú

Agende uma avaliação agora mesmo para mais informações sobre Lentes de Contato, Facetas, Implantes e Próteses. Atendemos clientes de todo o Brasil em Balneário Camboriú – Santa Catarina. Clique aqui para agendar, ou ligue para +55 47 3367-4822.


Whatsapp

Rafael Costa
Rafael Costa
2018-01-21T18:38:53+0000
Italo Velasques
Italo Velasques
2017-01-18T03:11:11+0000
Melhor consultorio odontologico, Dr. Couto e sua esposa são excelentes profissionais, alem de um excelente atendimento... com as recepcionistas. Recomendo imensamente a todos que buscam o melhor tratamento dentral.read more
Pâmela A R Borges
Pâmela A R Borges
2016-06-21T17:20:11+0000
O melhor Instituto de Odontologia do país!!!Profissionais qualificados,atendimento excelente e preço acessível!!!
Alexsandra Vitor Will
Alexsandra Vitor Will
2015-12-24T11:51:13+0000
Angela Mazzetti Sanson
Angela Mazzetti Sanson
2015-09-29T13:50:46+0000
Quelen Souza
Quelen Souza
2015-07-22T20:02:17+0000
Kakau Gomes
Kakau Gomes
2014-05-06T01:11:50+0000
Marko Gervason
Marko Gervason
2014-01-04T03:44:05+0000
Cris Acker
Cris Acker
2013-12-12T12:28:28+0000
Sibeli Gonçalves
Sibeli Gonçalves
2013-12-11T15:01:02+0000
Bruna Barievillo
Bruna Barievillo
2013-11-24T02:37:41+0000
Marcia Jardim
Marcia Jardim
2013-10-17T20:35:49+0000
Rodrigo Motta de Pinho
Rodrigo Motta de Pinho
2013-09-02T16:40:06+0000
Ricardo Susin Schelbauer
Ricardo Susin Schelbauer
2013-08-30T13:19:29+0000
José Peixoto Ferrão Jr
José Peixoto Ferrão Jr
2013-08-13T12:54:51+0000
Marisa Sefrian
Marisa Sefrian
2013-07-19T22:12:20+0000
Fabio Couto
Fabio Couto
2013-07-15T22:17:36+0000
Ricardo Cauduro Jr
Ricardo Cauduro Jr
2013-07-07T11:54:42+0000
Next Reviews

Copyright by BoldThemes 2018. All rights reserved.