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Aplicação das técnicas de Programação Neurolinguística (PNL) em Odontologia

Saiba o que é e para que serve este poderoso instrumento de realização pessoal e profissional. Já chegou ao meio acadêmico e comprovou sua credibilidade mediante técnicas de comunicação, em que se faz uso do que há de mais avançado em tecnologia e recursos para a mudança comportamental motivando os pacientes ao diagnóstico, ao planejamento do tratamento, fixação de honorários, à higiene bucal e ao tratamento periodontal de manutenção.

Introdução

A Programação Neurolingüística (PNL) foi vista inicialmente com muita desconfiança, algumas pessoas acreditavam que não passava de charlatanismo. Isto aconteceu porque foi trazida para o Brasil por mãos inábeis. Era demonstrada em espetáculos por alguns profissionais que se encantaram com ela, aproveitaram à facilidade de aplicação e os resultados imediatos e, infelizmente, a divulgaram da pior forma possível. A exemplo da Hipnose que teve estréia igualmente desastrosa, e pelos mesmos motivos, mas já se recuperou e está sendo cada vez mais utilizada na Medicina, Odontologia e na Psicologia.

Atualmente a Programação Neurolingüística já é aceita como ciência do comportamento e da comunicação humana. Cientificamente é definida como sendo a ciência e a arte de eliciar a excelência do ser humano.

Programação (Remodelagem) Neuro (do sistema nervoso) lingüística (usando a linguagem).

A PNL trata da forma de como nosso cérebro administra as informações colhidas no mundo externo. É um modelo de excelência no campo da comunicação, dos negócios, da educação e da terapia. Em outras palavras, a PNL trata-se de um conjunto de modelos, habilidades e técnicas que nos permite pensar e agir com mais eficiência no Mundo. O principal objetivo da PNL é oferecer mais opções de escolhas e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos.

A Programação Neurolingüística pode ser resumida e melhor traduzida da seguinte maneira:

  • Programação: Maneira pela qual organizamos nossas idéias e ações a fim de produzir bons resultados;
  • Neuro: Reconhece a ideia fundamental de que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da Visão, Audição, Olfato, paladar, tato e sensações. Percebemos o mundo através destes cinco sentidos. Compreendemos a informação para depois agirmos.
  • Lingüística: define que usamos a linguagem a fim de ordenar nossos pensamentos, comportamentos e melhor nos comunicarmos com os outros.

Revisão da Literatura

A PNL surgiu na década de setenta nos EUA na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz. com (BANDLER; GRINDER, 1971). Os quais descreveram em seu livro os resultados de observações clínicas próprias e os padrões de excelência empregada pelos maiores comunicadores e terapeutas da época. Descreveram que nós vivemos a realidade que nosso cérebro cria a partir de percepções do mundo exterior. A partir das informações colhidas no mundo externo pelos nossos órgãos dos sentidos, “filtramos” um grande número de informações, simplificando-as, e depois trabalhamos com aquelas que são interessantes, segundo nossas crenças, valores, pressuposições, entre outros fatores. Em outras palavras, vivemos nossa própria realidade! Nosso próprio mapa! (Fig.1) Parte das informações do mundo externo é simplesmente omitida, generalizada ou distorcida.

Como um ser humano vê o mundo?

Para (BANDLER; GRINDER, 1975) as informações que temos em nosso cérebro, vindas do mundo externo, chegam até ele através dos órgãos do sentido: visão, audição, olfato, paladar, tato e sensações. Agruparam-nas em três sistemas representacionais: Visual, auditivo e cinestésico.

PNL

Quando necessitamos transmitir nossa experiência interna a alguém, usamos esses mesmos canais de comunicação, sendo que um deles é o preferencial. Cada um recebe e interpreta suas experiências, formando seu próprio modelo de mundo. É esse mesmo modelo que permite a uma pessoa responder às situações do dia -a- dia. Para conseguir isso, basta seguir as pistas de captação – verbais e não verbais, a fim de perceber como a pessoa respira, senta, fala, o que prefere vestir, como move os olhos para lembrar-se ou criar situações.

O diagrama da (Fig. 2) apresenta o perfil do paciente estabelecido por ele.

Fig. 2 - Perfil do paciente estabelecido por Bandler; Grinder (1975).

Fig. 2 - Perfil do paciente estabelecido por Bandler; Grinder (1975).

(FREITAS, 1992) descreveu que o cérebro humano é um universo complexo e ainda desconhecido. Mas é através dele que o mundo chega a cada um de nós. Sensações, interpretações, decisões, crenças e reações são determinadas a partir deste centro que governa nossa saúde, psique e corpo. Também acredita que os seres humanos se comunicam em três canais distintos: visual, auditivo e cinestésico. Quando necessitamos transmitir nossa experiência interna a alguém, usamos esses mesmos canais de comunicação, sendo que um deles é o preferencial. O indivíduo em que predomina o canal visual é ligado na beleza, na estética, em formas e detalhes. Fala muito rapidamente, porque as imagens se sucedem em sua mente como em um filme. Ele, ao contrário do auditivo, não dá valor às palavras e, diferentemente do cinestésico, não reage bem ao toque. As pessoas auditivas não dão grande valor às aparências, mas, sim, ao bom papo, ao bom-senso, à inteligência. São equilibradas e estão sempre prontas a discutir os problemas, pois acreditam na lógica dos argumentos. Para ter certeza de alguma coisa, o auditivo precisa ouvir. Caso contrário, não acreditará. O cinestésico é, dos três, o mais sujeito ao sofrimento. Para ele, todas as experiências são físicas. Prefere o conforto à beleza e busca sempre o bem-estar, o prazer e o aconchego.

O ideal seria que todos os três canais de comunicação fossem igualmente ativos, mas isso não acontece. Um deles sempre predomina. E, embora cada pessoa tenha uma combinação única entre eles, de acordo com seu canal preferencial (o mais ativo), é possível detectar seus traços básicos de personalidade e saber como ela se comporta e se relaciona com o mundo.

Programação Neuro Linguística

A Programação Neurolíngüística considera ser o “RAPPORT” fundamental para se começar um bom trabalho de motivação; profissionais dotados de empatia usam os olhos para detectar sinais físicos das emoções de seus pacientes. A chamada habilidade comportamental, descrita por (GOTTMAN, 1997) tem chamado atenção para esta nova visão da atualidade, que, juntamente com a habilidade técnica, forma a tão em voga "inteligência emocional".

(ERICKSON; SEYMOUR; IRVING I., 1961) descreveram que “rapport” pode ser definido como relação de mútua confiança e compreensão entre duas ou mais pessoas ou a capacidade de provocar reações em outras pessoas. Também chamado de empatia, uma vez em rapport pode-se conduzir uma pessoa, ou seja, mudando nosso comportamento, percebemos o reflexo na outra pessoa. Sendo assim estabelecer rapport é compreender melhor a outra pessoa. Entendendo melhor, respeitando sua forma de se relacionar com o mundo externo, estaremos criando uma atmosfera de confiança. A pessoa se sentirá mais segura e será mais participativa. Em outras palavras, é a sintonia perfeita, a compreensão integral (Fig. 3).

Fig. 3 – Profissional/paciente em rapport. “Rapport” pode ser definido como relação de mútua confiança e compreensão entre duas ou mais pessoas. De origem francesa, a palavra Rapport significa empatia.

Fig. 3 – Profissional/paciente em rapport. “Rapport” pode ser definido como relação de mútua confiança e compreensão entre duas ou mais pessoas. De origem francesa, a palavra Rapport significa empatia.

(BADRA, 1987) descreveu em seu livro que rapport nada mais é que um relacionamento ótimo entre o profissional e o paciente, durante todo o desenvolvimento da terapia. Um relacionamento ótimo é aquele no qual o paciente gosta do profissional, acredita e nele confia. O rapport é imperativo e o profissional deseja: Motivar o paciente para retornar nas próximas sessões; dar ao paciente a sensação de estar sendo compreendido; aumentar a autoconfiança; estimular um fluxo livre de atitudes e sentimentos por parte do paciente. As técnicas de rapport podem variar durante a sessão e durante a terapia. Se o rapport existe, o profissional deve, então, estar constantemente consciente dele próprio e da utilização de suas características como parte do rapport. Os seguintes fatores são importantes para o estabelecimento do rapport: aparência do profissional e carisma, expressões faciais; saber quando falar; bem como ouvir; a intensidade e o tom da voz do profissional, bem como a construção de frases e escolha de palavras; a escolha do assunto a ser discutido; o papel que o profissional desempenha; atitude de empatia; calor humano e aceitação positiva; a habilidade para atender as expectativas do paciente, logo no início da terapia e, finalmente, educar o paciente para o que vai ocorrer na terapia e como fazer para que ela lhe dê resultados.

(ERICKSON, 1965), fez grande uso de metáforas em seus pacientes, descreveu que a mente inconsciente gosta de relações. Assim, a metáfora vai repercutir no inconsciente e mobilizar os recursos que ali se encontram. A mente inconsciente capta a mensagem e começa a fazer as mudanças necessárias. Criar uma metáfora é como compor uma música, um filme nos afeta da mesma maneira. A música e os filmes têm um sentido diferente do da linguagem. Vai direto ao subconsciente no lado direito do cérebro, ignorando o hemisfério esquerdo. Contos de fadas são metáforas. Contar histórias é uma arte muito antiga. As histórias entretêm, transmitem conhecimento, expressam verdades, indicam possibilidades que estão além das maneiras habituais de ação. Assim, trata-se de uma excelente maneira de comunicação (Fig. 4).

Fig. 4 – Profissional se comunicando com o paciente mediante metáforas. Notar a confiança e a atenção do paciente para com o profissional, em outras palavras, está em rapport.

Fig. 4 – Profissional se comunicando com o paciente mediante metáforas. Notar a confiança e a atenção do paciente para com o profissional, em outras palavras, está em rapport.

(MEHRABIAN; FERRIS, 1967) descreveram que a comunicação acontece mediante dois canais e envolvem muito mais que apenas palavras. E, que as palavras são apenas uma pequena parte da nossa capacidade de expressão como seres humanos. A comunicação é uma palavra multifacetada que abrange praticamente qualquer interação entre pessoas: conversa normal, persuasão, ensino e negociação. As palavras (comunicação verbal) são responsáveis por apenas 7% da nossa comunicação; a entonação por 38% e a comunicação (não-verbal - corporal e facial) é responsável por 55% da mensagem. Espelhando o comportamento (verbal e não-verbal) de uma pessoa, pode-se estabelecer a forma de se manifestar da pessoa. A perfeita comunicação ajuda no entendimento entre duas pessoas, o que facilita o processo de motivação e aprendizado.

Com relação às técnicas de aprendizagem (MILLER, 1995) descreveu que uma das formas de aprender a dominar conscientemente pequenos segmentos de comportamento e reuni-los em segmentos cada vez maiores, de modo a torná-los habituais e inconscientes. descreveu uma técnica de níveis de aprendizagem que diz que aprendemos muito mais com nossos erros do que com nossos acertos, pois eles nos dão informações úteis. Além disso, passamos muito mais tempo pensando neles. Essa comparação orienta nossa aprendizagem a cada nível, partimos da incompetência inconsciente e, através do circuito da aprendizagem, chegamos à competência inconsciente. Quando uma reação se torna um hábito, paramos de aprender. Hábitos são muito úteis, pois simplificam e racionalizam aspectos de nossas vidas sobre os quais não queremos parar para pensar. Segundo o ponto de vista tradicional, a aprendizagem é uma habilidade que se divide em quatro estágios.

  1. Incompetência inconsciente - (I-I)
  2. Incompetência consciente – (I-C)
  3. Competência consciente – (C-C)
  4. Competência inconsciente – (C-I)

Em relação à evolução e fixação de hábitos tem-se verificado que estes não acontecem a nível consciente, e sim, inconsciente. Embora, possamos aprender conscientemente uma pequena quantidade de informações que o mundo nos oferece, percebemos e reagimos inconscientemente a muitas outras coisas. A noção de consciência e inconsciência é básica para o modelo de aprendizagem de novos hábitos. Algo é consciente quando está presente na nossa percepção, como no caso desta frase. Algo é inconsciente quando não está presente na nossa percepção atual. Vivemos numa cultura que acredita que a maioria de nossos atos é consciente. Entretanto, a maior parte de nossas ações - o que fazemos de melhor - são produzidas de maneira inconsciente. E que uma das formas de aprender a dominar conscientemente pequenos segmentos de comportamento é reuni-los em segmentos cada vez maiores, de modo a torná-los habituais e inconscientes. Embora possamos aprender conscientemente uma pequena quantidade das informações que o mundo nos oferece, percebemos e reagimos inconscientemente a muitas outras coisas. Como por exemplo, a experiência de reaprender a Higienizar os dentes.

O inconsciente é muito mais sábio do que a mente consciente, que só é capaz de perceber segmentos de informação concomitantemente. Envolvem a compreensão das relações e paradoxos entre as diversas maneiras de aprender a aprender. Todos os pequenos padrões que aprendemos com tanto esforço juntam-se numa harmônica unidade de comportamento. E, a partir de então, nossa mente consciente estabelece o objetivo e deixa que a mente inconsciente cuide dele, liberando a atenção para outras coisas. Depois de um treinamento prolongado, conseguiremos atingir o estágio de formação de novos hábitos. Neste ponto, a habilidade torna-se inconsciente. Constatamos clinicamente que, com relação à formação de hábitos de higiene bucal ao controle de placa bacteriana, obedece à mesma ordem. E, uma vez formado este novo hábito, de forma inconsciente, o paciente não deixará de praticá-lo. E este será controlado, e cada vez mais internalizado, no tratamento periodontal de manutenção. Baseado nos conceitos apresentados até aqui a motivação à mudança de hábitos não acontece a nível consciente e sim inconsciente

CASO CLÍNICO

O caso clínico apresentado a seguir (Fig.5) retrata o tratamento periodontal básico de um paciente odontofóbico, com dezoito anos de idade que acabara de concluir o tratamento ortodôntico. O paciente apresentava gengivite crônica, sangramento gengival generalizado e intenso mau hálito. O tratamento de escolha indicado foi instrução de higiene bucal, remoção dos excessos das restaurações de resina e, remanescente de resina oriunda do tratamento ortodôntico, raspagem, alisamento e polimento coronário e radicular.

Fig.5 - Primeira Consulta: Má higiene bucal, gengivite, restaurações em excesso, remanescente de resina oriunda do tratamento ortodôntico.

Fig.5 - Primeira Consulta: Má higiene bucal, gengivite, restaurações em excesso, remanescente de resina oriunda do tratamento ortodôntico.

Primeira Consulta:

Anamnese, exame clínico, documentação periodontal e motivação ao tratamento periodontal. O paciente teve conhecimento e consciência de seu problema Periodontal e iniciado o processo de Comunicação visando o controle do fator Medo o qual fora transmitido em seu canal principal de comunicação. Em outras palavras, o inconsciente do profissional se comunica com o inconsciente do paciente. É uma linguagem de subconsciente para subconsciente.

Para (BLATTO; VISMARA, 2000) a Programação Neurolíngüística oferece aos profissionais da Odontologia que, diante de pacientes ansiosos, desejam encontrar uma forma terapêutica de distanciar o “medo do dentista”, tema referente aos problemas emotivos e psicológicos dos pacientes. É bastante amplo. “Medo de dentista!”, mas o que é exatamente o medo? É uma emoção, precisamente, uma das cinco emoções fundamentais da vida: medo, amor, raiva, tristeza, alegria. O odontofóbico geralmente apresenta uma série de sintomas similares aos provocados pela ansiedade, principalmente ao sentar-se em uma cadeira odontológica, revelando, provavelmente, recordações desagradáveis. Do ponto de vista psicodinâmico, o medo ou a ansiedade é estruturalmente diferente da fobia e, por isso, seu tratamento também se torna diferente.

Alguns adultos têm tanto medo do tratamento Odontológico que não dormem às noites que precedem as consultas, ou vão até a porta do consultório e desistem do tratamento. No entanto, os adultos, em média, deixam-se tratar sem grandes problemas, mas não gostam de ir ao dentista. Muitas vezes, esperam até sentir dor para se decidirem, mas uma vez que tenham começado vão até o fim. O primeiro passo é mais difícil. O importante é que o profissional aja no controle do medo e ansiedade do paciente ao tratamento odontológico – “quebrando o gelo”, como poderíamos chamar a atitude inicial deste binômio paciente/profissional.

Hoje em dia uma técnica que vem sendo muito utilizada por profissionais da Odontologia é a hipnose, uma das técnicas da PNL a qual se fundamenta em ajudar o paciente em focar sua atenção em algo que não seja o tratamento de seu dente. E porque isto resolve, porque ao mudarmos o foco da atenção, o pânico desaparece (Fig. 6).

Fig. 6 – A importância do controle do medo e ansiedade ao tratamento odontológico.

Fig. 6 – A importância do controle do medo e ansiedade ao tratamento odontológico.

Segunda Consulta:

Mais uma vez, o paciente será primeiramente encaminhado ao escritório ou à sala de exames do consultório, porém ainda longe da cadeira odontológica. Será convidado a sentar-se próximo de uma mesa agora já de posse da documentação periodontal, o paciente tomará conhecimento dos seus modelos de estudo (caso previamente planejado), de suas fotografias e em um negatoscópio mostrar-lhe-emos os resultados de suas radiografias (Figs. sete A e B).

Nesta fase, faz-se uso de material tridimensional (Kit periomotivacional - macro modelos), que, uma vez somado aos modelos de estudo e fotografias do paciente, mostrará a evolução da doença periodontal, permitindo-lhe ver e sentir o seu problema de perto, principalmente nos pacientes classificados como visuais. Não importa O QUE se diz, mas COMO se diz, por isso tem que tomar cuidado “em como” falar com as pessoas, pois isso tem um peso emocional positivo ou negativo naquilo que temos a dizer.

Fig. 7 – A Profissional fazendo uso de material tridimensional (Kit periomotivacional -) macro modelos livros, Atlas, entre outros, que, uma vez somado aos modelos de estudo e fotografias do paciente, mostrará a evolução da doença periodontal, permitindo-lhe ver e sentir o seu problema de perto, principalmente nos pacientes classificados como visuais.

Fig. 7 – A Profissional fazendo uso de material tridimensional (Kit periomotivacional -) macro modelos livros, Atlas, entre outros, que, uma vez somado aos modelos de estudo e fotografias do paciente, mostrará a evolução da doença periodontal, permitindo-lhe ver e sentir o seu problema de perto, principalmente nos pacientes classificados como visuais.

Fig. 7 – B Kit periomotivacional - Desenvolvido por: Couto, J.L.; Couto, R.S.; Duarte, C.A.; Cauduro Neto, R, em 1994. Produzido pela INODON.

Fig. 7 – B Kit periomotivacional - Desenvolvido por: Couto, J.L.; Couto, R.S.; Duarte, C.A.; Cauduro Neto, R, em 1994. Produzido pela INODON.

Terceira consulta - Consultoria de Higiene Bucal

Controle da placa bacteriana ou biofilme dentário
A quase totalidade dos autores é unânime em afirmar que o controle do biofilme dentário é a base tanto da prevenção quanto do tratamento da doença periodontal. O objetivo principal do tratamento odontológico é estabelecer uma rotina de higiene bucal de alto padrão para resultar na obtenção e manutenção da saúde bucal.

A primeira fase do programa do controle do biofilme dentário é dar um motivo para a ação (motivo+ação). Os pacientes respondem a diversos objetivos e um motivo apropriado deve ser descoberto e selecionado para cada indivíduo. Para (O'DONNELL, 2002), se faz necessário à participação do paciente em sua própria Cura, porque tudo depende de sua atitude ou consciência meditativa. Meditação é o exercício do intelecto. É inerente ao ser humano. Todo hábito é decorrente do processo de repetição. A nossa personalidade é o conjunto de hábitos e padrões de comportamento. O intelecto é a única parte que atua e modifica o subconsciente. O hábito pode ser bloqueado no inicio. O estresse acontece quando há conflitos. No diagrama da (Fig. 8), pode-se avaliar objetivamente como a nossa mente funciona.

Fig. 8 – O’Donnell, Ken, Caminhos para uma consciência mais elevada, 5 ed. Brahma Kumaris, 2002.

Fig. 8 – O’Donnell, Ken, Caminhos para uma consciência mais elevada, 5 ed. Brahma Kumaris, 2002.

Portanto, aos seres humanos é importante que, antes de qualquer coisa, decidam na mente consciente se realmente, querem criar o hábito de cuidar dos dentes corretamente. É imperioso, em primeiro lugar, decidir na mente consciente para depois gravar o novo hábito na mente subconsciente. A criação de um novo e bom hábito se acompanha no início, de desconforto e sofrimento. Porém, vencerá a pessoa que gravar firmemente a decisão em sua mente. É a capacidade de governar ou não, a própria mente. A crença determina o comportamento. (LAIR RIBEIRO, 1995) descreveu que as crenças por nós trazidas desde a infância foram codificadas lingüisticamente em nosso cérebro. Consequentemente temos uma série de condicionamentos programados em nosso cérebro e, geralmente, não nos damos conta disso. Por que será que isso acontece? Por que será que nós temos tanta dificuldade em determinar o nosso comportamento em nosso próprio benefício? O que se explica isto? A razão está no grande poder da nossa mente, 99% dele, está concentrado no subconsciente. Apesar disso, na civilização ocidental, toda a nossa educação costuma explorar apenas o nosso consciente. Ou seja, não nos ensinam a trabalhar o nosso subconsciente, cuja porta de acesso é o hemisfério direito do nosso cérebro.

Nosso cérebro é composto de dois hemisférios: o esquerdo e o direito. De maneira geral, a educação que recebemos na escola privilegia o desenvolvimento do hemisfério esquerdo, que é a parte lógica e analítica do nosso cérebro. O desenvolvimento do hemisfério direito, onde fica a intuição e a criatividade, é normalmente deixado de lado, desperdiçando a capacidade do computador mais poderoso do mundo. Os hemisférios direito e esquerdo de nosso cérebro têm funções totalmente distintas. Processam informações de maneira adversa. Porém, são complementares: para se conseguir algo, é preciso que os dois hemisférios cerebrais trabalhem a todo vapor, em equilíbrio e harmonia. Da mesma forma que um pássaro precisa das duas asas para voar, nós, seres humanos, necessitamos aprender a utilizar os dois lados do cérebro, até porque, o hemisfério direito vê um sentido no nada. Quem consegue no seu dia-a-dia integrar os dois hemisférios, aumenta a sua inteligência, aprende mais rápido e grava as informações para sempre. A ilustração da (Fig. 9) mostra as diferenças funcionais entre os dois hemisférios cerebrais.

Fig. 9 – Diferenças funcionais entre os dois hemisférios cerebrais. Hemisfério direito (emoção) e hemisfério esquerdo (razão)

Fig. 9 – Diferenças funcionais entre os dois hemisférios cerebrais. Hemisfério direito (emoção) e hemisfério esquerdo (razão)

Fig.10 – Observar o alto grau de acumulo de biofilme dentário. (Índice de O'LEARY, 1972 (100%)

Fig.10 – Observar o alto grau de acumulo de biofilme dentário. (Índice de O'LEARY, 1972 (100%)

Fig. 11 – Paciente recebendo instruções de higiene bucal adequada.

Fig. 11 – Paciente recebendo instruções de higiene bucal adequada.

Fig.12 - Correto posicionamento da escova (TÉCNICA DE BASS-1954), observar as cerdas penetrando no sulco gengival. A faxina bucal propriamente dita é realizada uma vez por dia e, neste momento, não é de boa norma fazer uso do creme dental. Pois este mascara a ação do evidenciador de placa e diminui a vida útil da escova.

Fig.12 - Correto posicionamento da escova (TÉCNICA DE BASS-1954), observar as cerdas penetrando no sulco gengival. A faxina bucal propriamente dita é realizada uma vez por dia e, neste momento, não é de boa norma fazer uso do creme dental. Pois este mascara a ação do evidenciador de placa e diminui a vida útil da escova.

Fig. 13 - Correta utilização da escova na técnica de Bass – observar intenso sangramento durante a escovação.

Fig. 13 - Correta utilização da escova na técnica de Bass – observar intenso sangramento durante a escovação.

Quarta consulta:

A partir deste momento, ou seja, após a fase de exames, e consultoria de higiene bucal o paciente prefere ações e não palavras, no entanto, sabemos que as palavras devem antecipar as ações, quando se pretende mudança de comportamento. Desta maneira sugerimos que já na primeira consulta destinada às Raspagens o atendimento se inicie sob anestesia, já que o paciente não valoriza atendimentos exclusivamente relacionados a palavras (higiene bucal, tratamento preventivo). Portanto é melhor orientar sobre a higiene bucal, enquanto a anestesia faz seu efeito e imediatamente iniciar a remoção do cálculo; parece atitude melhor aceita pelo paciente. O paciente já teve na consulta anterior informações detalhadas sobre a etiologia da doença periodontal e higiene bucal, compete agora ao profissional, reforçar pessoalmente os aspectos específicos de cada paciente. Nesta consulta, o paciente receberá informações e orientação sobre nutrição, hábitos alimentares e sobre a importância do flúor. No início de todas as consultas, deverá ser realizado o controle de placa, cujo resultado será anotado na ficha clínica. A evolução do quadro será explicada ao paciente. Se o quadro permanecer estável, será necessário insistir nas técnicas de higienização, para que o paciente coopere e se sinta seguro.

As sessões de procedimentos básicos deverão ser feitas até o final do tratamento, sempre com pré-sessões de motivação, e realização do índice de placa de (O’LEARY, 1972). Com o controle de placa, o processo inflamatório se atenua e ocorre à migração da gengiva para apical, isso pela redução do edema, que facilita, em muito, o processo de raspagem (Fig.15).

Fig. 14 – Após uma semana de evidenciação do biofilme dentário e motivação à higiene bucal, e uso do fio dental pode se observar à redução do biofilme de forma generalizada. Evidenciando, ainda mais, o remanescente de resina usada na colagem dos brackets. Índice de placa 26%.

Fig. 14 – Após uma semana de evidenciação do biofilme dentário e motivação à higiene bucal, e uso do fio dental pode se observar à redução do biofilme de forma generalizada. Evidenciando, ainda mais, o remanescente de resina usada na colagem dos brackets. Índice de placa 26%.

Fig. 15 – Após uma semana de higiene bucal, observa-se ulcerações nas papilas devido à escovação traumática, e a migração para apical da gengiva expondo os cálculos, o que favorece sobremaneira a raspagem e alisamento corono-radicular. Os cálculos emergiram, devido à redução do edema, Além de que, a área será anestesiada com mais facilidade, diminuirá sensivelmente o sangramento durante a raspagem, bem como as bacteremias.

Fig. 15 – Após uma semana de higiene bucal, observa-se ulcerações nas papilas devido à escovação traumática, e a migração para apical da gengiva expondo os cálculos, o que favorece sobremaneira a raspagem e alisamento corono-radicular. Os cálculos emergiram, devido à redução do edema, Além de que, a área será anestesiada com mais facilidade, diminuirá sensivelmente o sangramento durante a raspagem, bem como as bacteremias.

Fig. 16 – A - 28 dias após a comunicação, motivação e instrução de Higiene Bucal, remoção dos excessos de resina. Índice Final de Placa 17%

Fig. 16 – A - 28 dias após a comunicação, motivação e instrução de Higiene Bucal, remoção dos excessos de resina. Índice Final de Placa 17%

Fig. 16 – B - Uma vez formado este novo hábito, de forma inconsciente, ou seja, automático o paciente não deixará de praticá-lo.

Fig. 17 – B - Uma vez formado este novo hábito, de forma inconsciente, ou seja, automático o paciente não deixará de praticá-lo.

Em média, a fase ativa do tratamento periodontal segundo (COUTO, DUARTE, 2007) se desdobra em oito consultas: sendo a primeira e segunda dedicadas à fase de exames; a terceira comunicação e motivação à higiene bucal; a quarta, quinta, sexta e sétima destinadas às raspagens supra e sub-gengival e a oitava dedicada à aplicação do jato de bicarbonato, ao polimento final e aplicação de fluoretos. Quando necessário, poderão ser incrementadas novas consultas para a realização de desgastes prévios, contenção fixa provisória, placas de mordida e pequenos movimentos ortodônticos. O tratamento periodontal ativo acontece em média durante oito semanas.

Após receber tratamento periodontal completo, o paciente deverá aguardar em média de 30 a 40 dias para a Reavaliação e, posteriormente, complementação cirúrgica e/ou tratamento periodontal de manutenção (COUTO, COUTO, DUARTE, 1997).

CONCLUSÃO

Finalmente, para a PNL comunicação é um relacionamento sincero, e não uma transferência unilateral de informações. O relacionamento equilibrado entre as várias partes da nossa mente será um reflexo de nosso relacionamento equilibrado com o mundo exterior. As enfermidades periodontais inflamatórias crônicas são universais e passíveis de prevenção, tratamento e controle. A grande maioria dos Periodontologistas considera que a chave para melhorar a saúde periodontal se concentra na razão direta em que pacientes e profissionais se conscientizem da necessidade de tomar as medidas apropriadas para cada caso, objetivando restabelecer a saúde bucal, melhorando inclusive, entre outras coisas, a qualidade de vida dos pacientes.

RESUMO

O objetivo deste artigo é fornecer elementos, conceitos, informações, casos e exemplos que sirvam para a classe odontológica formar seu próprio juízo sobre a importância da Programação Neurolingüística na Odontologia, sugerindo orientações para melhorar a capacidade de comunicação com o paciente e outros representantes da classe odontológica no que tange ao Diagnóstico, Planejamento do tratamento, Fixação de Honorários, Higiene Bucal e tratamento Periodontal de Manutenção. Principalmente, porque o determinante clínico de maior importância no tratamento periodontal não é a técnica (cirúrgica ou não cirúrgica), mas sim a qualidade do programa de motivação, de manutenção e controle. Comunicar-se é uma arte que pode e deve ser exercitada constantemente. Até porque, na realidade, existe um abismo entre a linguagem técnica do profissional de odontologia e a do paciente. A maioria das pessoas acredita que conhece tudo a respeito do processo de comunicação. Entretanto, no dia-a-dia em um consultório odontológico, constata-se que muitas vezes a comunicação não surte o efeito desejado. Fazer com que o paciente perceba seu problema, suas causas e conseqüências é o ponto de partida para o dentista iniciar um bom relacionamento com toda a sua clientela, mantendo-a, ampliando-a, enfim projetando uma imagem positiva na comunidade onde se propôs a prestar serviços.

SUMMARY

This article’s objective is to provide elements, concepts, information, cases and examples allowing dentists to make their own judgment on the importance of the neurolinguistic programming in the dentistry, suggesting orientations to improve patient communication capacity and other representatives of dentistry concerning diagnosis, treatment planning, honorary, charges of oral hygiene, maintenance and control treatment. Mainly because the most important clinical determinative in periodontal treatment is not the technique (surgical or not surgical) but the motivation maintenance and control program quality.

To communicate is an art that can and most be exercised constantly. Even because, in the reality, there is an abyss between the dentistry professional language techniques and the patient understands. Most people believe that they know everything regarding communication process. However, day-by-day in the dental office, it is evidenced that, many times, the communication does not cause the desired effect. Making the patient perceived his problem, its causes and consequences is the starting point for the dentist to initiate a good relationship with all patients, keeping them, extending them, at last, and projecting a positive image in the community where his services are provided.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. BADRA A. Hipnose em Odontologia Psicossomática – Nova dimensão em Odontologia Social. São Paulo: Organização Andrei Editora Ltda., 1987. p.299- 300.
  2. BANDLER R, GRINDER J. The structure of magic – a book about Language and therapy. vol.1. 1.Ed. Palo Alto, EUA: Science and Behavior books, Inc; 1975.
  3. BANDLER R, GRINDER J. A estrutura da magia. Trad. Pedreira Filho R.B. Rio de Janeiro: LTC-Livros técnicos e científicos Editora SA; 1977.
  4. BASS CC. An effective method of personal oral hygiene. Part II. J. Lo. Med. Soc; 106:100-112, 1954.
  5. BLATTO B, VISMARA V. Medicina Natural em Odontologia. Tratamento da Ansiedade. J Clín Odont.; 11: 46-49, 2000.
  6. COUTO JL. Avaliação clínica de um filme em videocassete na Motivação de pacientes à higiene bucal. Dissertação [Mestrado em Periodontia]. São Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo. 1993.
  7. COUTO JL. A importância da comunicação na motivação de pacientes à higiene bucal e ao tratamento periodontal de manutenção. [Tese de Doutorado em Odontologia, Subárea Periodontia] Três Corações-MG: Universidade Vale do Rio Verde, UNINCOR, 2002.
  8. COUTO JL, COUTO RS, DUARTE CA. Prevenção e Motivação na Clínica odontológica. In: LASCALA, N.T. Prevenção na Clínica Odontológica, 1ª ed., São Paulo: Artes Médicas, 1997.
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